Tem tão pouco tempo que estamos aqui mas é lógico que como "novatos" já temos várias percepções de Portugal, especificamente Porto, que é onde estamos morando - ou melhor, no bom português de Portugal, estamos a morar rs. Vamos registrar:
O atendimento em restaurantes, lojas, departamentos do governo, tem sido maravilhoso. Todos portugueses que nos atenderam até agora foram de uma grande simpatia e seguiram caminho bem contrário ao que eu tinha escutado falar: "portugueses são fechados e secos". Realmente ainda não me deparei com esses. Além de simpáticos eles puxam papo e conversam com a gente até na hora de fazer uma linha telefônica para o celular.
Nem preciso falar que bacalhau é o "feijão com arroz" daqui né. Bares e lanchonetes vendem bacalhau no almoço como prato do dia, por excelentes preços e realmente deliciosos!
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| Bacalhau com natas - 3,90 € |
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| Bacalhau à Bras - 3,00 € |
Só fomos uma vez ao supermercado, Pingo Doce, e o que fica perto da nossa casa é bem pequeno, lembra o tamanho de uma padaria brasileira de grande porte. As sacolas de plástico para colocar as compras são pagas, 0,10 € cada. Os preços para quem ganha em euro me parecem uma maravilha, mas o que mais se destacou para mim foi o preço do vinho! O mais caro do supermercado custava 3,89 €.
Esse tópico é o mais surpreendente para mim e o que mais tem me divertido. Meu marido esses dias soltou: "To me sentindo na Russia, não estou entendendo nada" rsrsrs. Realmente não é sempre que se entende de primeira uma informação, mas parece que com o tempo vai ficando mais claro. Um exemplo de dialogo que tive hoje: Estava fazendo um documento e perguntei para a senhora como eu faria com meus dados do documento quando "mudasse de endereço". Ela não entendeu nada e depois de um esforço conjunto, meu e dela, ela respondeu: "A sim, alterar a morada". E assim vamos nos adaptando à língua portuguesa.
Porto é lindo, antigo, estou encantada. As ruas limpas e o centro da cidade as vezes, em algumas partes, me remete ao interior.
Como antes de vir para Porto passamos um tempo no Rio de Janeiro, que é absolutamente cheio de cachorros circulando, a impressão é de que aqui onde estamos não tem tantas pessoas assim com animais domésticos. Mas em dois dias posso dizer que vimos uns cinco ou seis cachorros passeando na rua com seus donos e o mais interessante: todos vira-latas, maioria porte médio e inclusive um sem a patinha traseira. Muito amor!
Acho que o "resumão" por enquanto é esse! Aguardando as próximas experiências!