sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

E COMO ESTÃO AS CACHORRAS?

O título desse blog não é nada em vão: cá estamos em Portugal há quase quatro meses com nossas duas cadelinhas adotadas no Brasil. E como elas estão? Como foi a adaptação? São perguntinhas amorosas que as pessoas que conhecem as figurinhas ou acompanham por fotos fazem.

Posso dizer que sem dúvida nenhuma a "pior" parte da mudança foi mesmo a viagem de avião do Brasil para cá. Coloco a palavra pior entre aspas porque não foi ruim, mas sim angustiante sabe? Não deu nada errado, muito pelo contrário, deu muito certo! Mas pais são pais né? Filhos de quatro patas também trazem preocupação.

Foi engraçado porque quando estávamos embarcando no Rio de Janeiro (passamos uma semaninha lá antes de vir para Potugal) o meu marido estava muito preocupado com as duas. Na hora da separação foi realmente um momento tenso. Estávamos eu, meu marido, padrasto, mamis e as duas gritavam e choravam tanto da caixinha de transporte que não teve como um coração não partir rs. Minha cunhada chegou depois e combinamos dela nem passar por perto delas porque senão seria outro escândalo canino. Mas essa é a hora de focarmos e pensarmos: "vamos parar de besteira né!" E foi isso que eu fiz! rs Comecei a pensar e comentar coisas para acalmar principalmente o Gabriel: "Quantos cachorros não viajam?" "São muitos e isso é muito normal" "Elas estão ótimas e já já esquecem o chororô".  E era o que tinha para aquele momento. Dai pra frente foi bem mais tranquilo! Minha preocupação só veio quando ficamos esperando umas seis horas ou mais no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha. Com a falta do que fazer comecei a ler sobre animais que viajam de avião, índices de morte nessas ocasiões (tinha que ter um momento pra dar a louca né) Gabriel estava bem tranquilo e foi minha vez de começar a ficar bem preocupada (revezamento kkk)! Pedi informação para o pessoal da cia mas eles me passaram que estava tudo bem com elas e já voltei mais ou menos ao normal.

Até fiz um post sobre isso, dizendo um pouco como foi a experiência! Enfim, essa foi sem dúvida a parte mais emocional e preocupante. Dai pra frente foi só alegria. Tudo bem que no primeiro mês ficamos em um apartamento de 40 m² e o banheiro delas era praticamente na nossa cama kkk (acho que já comentei isso por aqui tb). Mas quanto a adaptação das duas foi só alegria mesmo. Acredito que a qualidade de vida delas aqui é muito maior. Entre os fatos que me levam a crer nisso está o delas passearem todos os dias sem coleira aqui embaixo do meu prédio.

Nossa, eu vivia um pesadelo com isso no prédio que eu morava no Brasil. Eram muito ruins para nós as regras que eles determinavam para animais e a gente penava. Elas não podiam tocar as patas no chão, em nenhuma área em comum do prédio e isso me custava bastante. Moravamos no nono andar, eu descia com as duas no colo toda desengonçada, doía a coluna e era muito ruim mesmo fazer esse trajeto entre apartamento e rua, rua e apartamento com elas (e era diariamente). Aqui elas descem sem coleira mesmo e quando saem do prédio já estão no "parquinho" do passeio hehe. Agora então que perdemos as coleiras delas - Gabriel desceu com elas na coleira, deixou no banquinho e esqueceu por lá, só fomos perceber no outro dia e não encontramos no mesmo lugar) é sempre sem coleira mesmo todo o trajeto. Livres, leves e soltas e mais ou menos comportadas haha. Digo mais ou menos porque a Lisinha criou um tipo de surdez seletiva. Ela fica completamente surda nos passeios. Só faz as próprias vontades e adora cumprimentar os cachorros da vizinhança (nem todos os donos gostam desse contado). Já a Cindy realmente é "o comportamento em cachorro" rs, quem diria. Se comporta mesmo muitíssimo bem! Atende aos chamados, sempre volta para nós e está sempre atendendo às ordens. Muito nota dez!

Não percebo elas sentirem muito frio por causa da diferença de temperatura. Ração ainda não estamos fiéis a nenhuma e elas gostaram de todas que compramos. Vacinas ainda não demos pois mais vacinadas do que elas vieram do Brasil impossível ( vamos precisar vacinar final do ano). E por isso tudo posso concluir, e já super imaginava, que para elas o bom mesmo é estar com a gente! Seja aqui ou em qualquer lugar desse mundo. A família estando junta elas ficam felizes. E com passeios livres melhor ainda :).

Tentativa de uma foto durante passeio, no melhor estilo: "Mãe, me largaaa, esse é meu momento de brincar" :

instagram.com/marcelacarraroo

6 comentários:

  1. Acho incrivel esse lance do sem coleira .... Nossa !!! Aqui realmente a preocupação delas sairem correndo era enorme!!

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  2. Ai que post mais emocionante! rss... Muita diferença! Eu achava absurdo as normas do seu prédio... afff... colocar um "bem material"(piso do prédio) como mais importante do que o passeio dos cachorros aff... como se elas fossem "detonar o piso" ahhh nemmmm... não dá para entender tanto rigor!...
    E aí chegam no novo lar, varandão, menos calor, parque livre! aff... só alegria... com papais amorosos então, perfeito!

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    1. Isso mesmo tia! heheh Adorei seu comentário :) É bem isso mesmo que sentimos!

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  3. Que maravilha! Elas não sentem frio? Eu sempre fico imaginando que se nós sentimos impacto nos ouvidos quando viajamos de avião, imagina eles que tem a audição sensível! Até considerei atravessar o Atlântico de navio com eles.

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    1. Não.. Acho que a pelagem protege! Pensamos em navio também, mas tenho a impressão de que quanto mais rápida a viagem melhor!

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